Dia Mundial da Alimentação: qual receita brasileira não pode faltar na sua vida?

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação. A escolha do 16 de setembro foi feita pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 1945, como um convite para reflexão sobre os hábitos alimentares e a fome no mundo. Então, como a missão do Instituto Brasil a Gosto é fazer com que a cozinha brasileira volte a ser realidade no cotidiano das pessoas (assista ao nosso manifesto), resolvemos fazer uma comemoração especial. Perguntamos aos nossos seguidores: qual é a receita, drinque ou quitute brasileiro que não pode faltar na sua vida? (participe aqui: Facebook  e Instagram). Fizemos a mesma pergunta para toda a nossa equipe. Veja, abaixo, o que cada um respondeu e o porquê da escolha.

 

Ana Luiza Trajano, nossa presidente, confessa que essa não é uma pergunta fácil de responder. Ela escolheu, então, o prato que despertou nela a vontade de aprender a cozinhar: leitoa à pururuca. “Lá em casa, quando chegava a leitoa para a ceia, os mais velhos se serviam primeiro. Só depois vinham as crianças e, na minha vez, eu ficava apenas com a carne, pois a pele pururuca que eu tanto adorava já tinha acabado. Quando comecei a cozinhar, portanto, me dei ao direito de tirar umas lasquinhas assim que ela pururucava”, relembra.  

 

Da cozinha de memória também vem a predileção de Fábio Roldan, diretor executivo do Instituto, que elegeu o rocambole de carne. “Era preparado pela minha avó, Noêmia, e ficou como o marco do encontro de filhos e netos ao redor da mesa”, comenta ele.

 

Os avós, aliás, foram lembrados por boa parte da nossa equipe, na hora de fazer a escolha. Mineira, a avó Maria Conceição, da cozinheira Karina Carvalho, sempre preparava um bolo de fubá impecável. “Já eu, não vivo sem arroz carreteiro. Cresci comendo um panelão sempre que viajava com a minha avó paterna, Itála, para o Rio Grande do Sul”, conta Aline Vecchia, responsável pelos eventos do Instituto. Para o chef Thiago Andrade, mariscada tem gosto de férias de infância na praia com o avô, Litério, português, com quem ele adorava catar mariscos.

 

Do mar também é o prato preferido da diretora administrativa Erika Chou: caldinho de sururu. “Ele me traz a sensação boa de férias. Ao mesmo tempo, como sou chinesa, acho que é algo que faz conexão com a cultura alimentar das minhas origens, que é rica em caldo e sopas”, explica ela. Como uma legítima baiana, a cozinheira Marizete Santos, revela seu apego à moqueca – feita como manda o protocolo de seu Estado, com leite de coco e pimentão.

Nossa diretora de conteúdo, Bel Moherdaui, conta que, na casa dela, não pode faltar bolo formigueiro. “As crianças aprenderam a fazer junto comigo e sempre pedem, especialmente nos aniversários. A grande farra, por aqui, é substituir o granulado convencional pelo colorido, o que deixa a massa toda pintada”, recomenda.

 

É comida caseira também que nossa jornalista gastronômica pede sempre que vai visitar a família.  Para quem tem a rotina salpicada de almoços e jantares assinados por chefs badalados, nada é mais reconfortante do que carne moída com batata. E você: qual o prato ou drinque típico brasileiro não pode faltar na sua vida?