Um guia das melhores barracas do Ver-o-Peso, em Belém

Desbravamos um dos principais pontos turísticos da capital do Pará, o mercado de produtos da Amazônia e maior feira da América Latina

Por Leticia Rocha

A explosão de aromas, cores e sabores é inebriante. De um lado, um pescado ironicamente chamado de filhote que pode chegar a 140 kg; de outro, farinhas, carnes curadas e camarões de água doce. Por suas fileiras de corredores misturam-se frutas como o cupuaçu, a graviola e o taperebá, que já ultrapassaram os limites da Amazônia, e outras ainda pouco conhecidas, como uxi, noni, bacaba-açu.

Localizado às margens do Rio Guamá, O Ver-o-Peso é mais que um mercado, é um complexo que reúne Praça do Pescador, Mercado de Ferro, área de Artesanato, “Mandingueiras” (dedicada a infusões, remédios naturais e garrafadas); “Boieiras” ( quiosques de alimentação); Estação das Embarcações (de onde partem barcos de passeios e rotas municipais); Docas (antigo porto transformado em galeria com bares, restaurantes e lojas); e a maior Feira da América Latina. Fundado em 1901, foi tombado pelo IPHAN em 1977 por conta de sua importância cultural, arquitetônica e histórica. É também fundamental para a economia do Pará.

Ponto turístico obrigatório para quem visita a cidade, portanto, pode ser difícil de desvendar – some às proporções gigantescas o calor tórrido. Nós ajudamos a mapear as barracas essenciais dos principais setores do entreposto.

Praça do Pescador: a barraca do Marcinho é um dos melhores lugares para quem quer conhecer a riqueza das águas amazônicas como filhote, pirarucu e tucunaré.

 

Banca da Carmelita: um ícone do Ver-o-Peso, Dona Carmelita está há 42 anos no comércio de frutas locais por ali. É a ela que mesmo os locais recorrem quando precisam de ‘socorro’ para encontrar um ingrediente raro ou urgente.

 

Nonato: parada obrigatória para comprar a famosa castanha do Brasil – também conhecida como castanha do Pará. Aqui, prepare a câmera e observe a destreza com que retiram a tenra casca que envolve o fruto. Aproveite para provar a castanha fresca. Repare como o sabor é bem diferente da já torrada – lembra o coco. 

 

Nazaré: feito o tour para ver os insumos, é hora de se refrescar. Neste quiosque são vendidas polpas das frutas amazônicas. Nossa dica é fazer uma degustação de sucos diferentes. Prove  açaí, taperebá, graviola, bacuri, uxi. E, se você se apaixonar, leve versões congeladas para viagem. Em isopores, são aceitas pelas companhias aéreas. 

 

Oswaldina: a visita só fica completa com uma paradinha nas ‘boeiras’, como são chamadas as cozinheiras que preparam a boia, nome dado ao PF (prato feito). Aqui, elas levam o que a região tem de melhor: peixe frito é o mais icônico, mas é comum também camarão e carne seca. Tudo sempre acompanhado de farinha, pimenta e açaí. Originalmente, ele não é servido lotado de açúcar e granola, como tem se tornado popular, mas puro e batido, como acompanhamento da cozinha salgada.

Mercado do Ver-o-Peso
Avenida Boulevard Castilhos França, s/n, Comércios, Belém, PA

www.belem.pa.gov.br/belemtur/site