Realizado pelo Iphan, o encontro será dividido em duas datas, 18 e 19 de outubro, com rodas de conversa, feira de produtos e oficinas 

 

Você sabia que o Modo Tradicional de Fazer Queijo de Minas e o Sistema Agrícola Tradicional dos Quilombos do Vale do Ribeira são considerados patrimônio cultural do Brasil, registrados pelo Iphan? No total são 48 bens culturais formalmente reconhecidos pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, seis deles diretamente ligados a nossas tradições culinárias. E podiam ser muitos mais! Para falar disso e promover a salvaguarda do nosso patrimônio imaterial, o Iphan, com o apoio do Instituto Brasil a Gosto e outros importantes parceiros, realiza, nos dias 18 e 19 de outubro, o encontro Patrimônio agroalimentar: promovendo saberes e práticas.

 

Esse evento é mais um desdobramento do projeto Quilombolas, do Instituto Brasil a Gosto, que começou em fevereiro deste ano com uma expedição aos quilombos do Vale do Ribeira com chefs e jornalistas. Em maio, o Instituto promoveu, ainda, o I Fórum Brasil a Gosto – Saber para Resistir, Resistir para Preservar, para o qual trouxe lideranças quilombolas para participar de uma série de rodas de conversa e degustação. 

 

O Encontro que acontece agora em outubro é gratuito e será dividido em dois dias. No primeiro (sexta-feira, 18 de outubro), uma série de mesas-redondas com presença de quatro dos detentores do título de patrimônio imaterial – além de representantes dos Quilombos do Vale do Ribeira e dos produtores de queijo, uma delegação do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e outra de baianas que seguem o ofício do acarajé estarão em São Paulo. Esse encontro acontece no auditório Nelson Carneiro, na FMU (av. da Liberdade, 899), das 8hs às 18hs. Para participar, basta fazer a inscrição em https://www.sympla.com.br/patrimonio-agroalimentar-promovendo-saberes-e-praticas__662998.

 

Como embaixador do Instituto Brasil a Gosto, o chef Guga Rocha comporá a mesa de boas vindas ao lado de representantes dos demais parceiros do Iphan nesta empreitada. 

 

No dia seguinte, o Sesc Vila Mariana abriga uma feira, oficinas culinárias e degustações de produtos trazidos pelos detentores. Max Jaques, chef e pesquisador do Instituto Brasil a Gosto, será mediador de duas dessas degustações (veja programação abaixo). Não é preciso fazer inscrição prévia para participar. Senhas para as oficinas e degustações serão distribuídas durante a feira. 

 

“A missão do Instituto Brasil a Gosto é promover conhecimento sobre a nossa cultura gastronômica e ajudar para que ela não fique restrita aos livros e memórias, mas que esteja de volta à mesa de todos os brasileiros. Por isso, é com grande satisfação que apoiamos este grande evento do Iphan ao lado de importantes parceiros nessa jornada #pelacozinhabrasileira”, diz a chef Ana Luiza Trajano, presidente do Instituto Brasil a Gosto.

 

As atividades contarão com o apoio do Instituto Brasil a Gosto, da Associação Slow Food do Brasil, do Centro Universitário FMU, do Instituto Socioambiental (ISA), do Instituto ATÁ e do SESC

Veja, abaixo, a programação completa dos dois dias:

 

18, de outubro, sexta-feira – Encontro Patrimônio Agroalimentar: Promovendo Saberes e Práticas
Local: Auditório do Centro Universitário FMU – Avenida da Liberdade, 899 – Liberdade, São Paulo (SP).

 

08:00 Credenciamento

 

9:00 – Mesa de Abertura

 

9:30- 11:30: Comida e patrimônio: Qual a importância do registro das nossas tradições para o futuro da alimentação?
Participação: Hermano Fabrício Oliveira Guanais e Queiroz, Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN; Estela Vilela Gonçalves, Procuradora Federal em exercício no IPHAN São Paulo e Raquel Pasinato, Coordenadora do Programa Vale do Ribeira – Instituto Socioambiental (ISA).

 

11:30 – 13:30 Intervalo para almoço na região

 

14:00 – 15:30 Roda de Conversa entre representantes do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e do Sistema Agrícola Tradicional dos Quilombos do Vale do Ribeira.
Participação: Sandra Gomes e Adão Francisco, indígenas Baré; e João da Mota e Leonila da Costa Pontes, Quilombolas do Vale do Ribeira.
Mediação: Instituto Brasil a Gosto

 

15:30 Café da tarde com ingredientes produzidos e trazidos pelos detentores

 

16:00 – 17:30 Roda de Conversa entre representantes do Ofício das Baianas de Acarajé e do Modo Tradicional de Fazer Queijo de Minas.
Participação: Luciano Carvalho Machado e Alexandre Honorato, produtores de queijo de Minas Gerais; e Rita Maria Ventura dos Santos e Rosa Coutinho Perdigão, representantes da Associação Nacional das Baianas de Acarajé
Mediação: Maria Conceição Oliveira, Associação Slow Food do Brasil

 

 

 

 

19, de outubro, sábado – Feira Patrimônio Agroalimentar – promovendo saberes e práticas
Local: Praça de Eventos do SESC Vila Mariana – Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo (SP).
Não é necessária inscrição

 

11h – A Culinária Quilombola do Vale do Ribeira (SP)
Neste encontro as cozinheiras Bernadete e Suzana, do Quilombo Morro Seco (Iguape, SP)  e a chef Cláudia Matos (São Paulo) trocam saberes enquanto preparam alimentos produzidos no Sistema Agrícola Tradicional Quilombola do Vale do Ribeira, reconhecido como patrimônio imaterial em 2018.
Bernadete Maria Pereira Alves e Suzana Maria Pereira de Brito são lideranças da Associação Quilombola São Miguel Arcanjo, cuja atuação se relaciona com atividades agrícolas do SAT – compõe o Grupo da Roça, responsável pela salvaguarda, e com atividades ligadas ao turismo de base comunitária.
Cláudia Mattos é chef de cozinha e terapeuta, proprietária do Espaço Zym, líder do Slow Food São Paulo, e professora de ecogastronomia na Escola Schumacher Brasil. Desenvolve um intenso trabalho de pesquisa sobre a múltiplas dimensões para completa nutrição do ser humano. É cocriadora da iniciativa Unidiversidade das Kebradas.

 

13h – O Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas
Este modo de produção de queijo a partir de leite cru se refere às regiões do Serro, Serra da Canastra e do Salitre, reconhecido como patrimônio imaterial em 2008 e representativo  de uma alternativa bem sucedida de conservação e aproveitamento da produção leiteira regional. O encontro será direcionado pelas narrativas de Luciano e Alexandre, produtores de queijo, destacando as características de suas produções e as histórias relacionadas a cultura de quem vive do queijo e para isso cultiva os pastos. A conversa será mediada pelo chef e pesquisador Max Jaques, do Instituto Brasil a Gosto. Após a conversa, haverá degustação de produtos e preparos da região.

 

15h – O Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM)
Este SAT, reconhecido como patrimônio imaterial em 2010, envolve plantas, modos de cultivo, saberes, redes sociais e toda a cultura dos povos indígenas localizados no Rio Negro. Nesta roda de conversa, Sandra e Adão, indígenas Baré, compartilham saberes do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro mediado pelo chef e pesquisador Max Jaques, do Instituto Brasil a Gosto. Após a conversa, haverá degustação de produtos e preparos da região.
Sandra Gomes, é uma importante liderança na região. Foi pesquisadora e participou ativamente da elaboração do Dossiê do SAT do Rio Negro. Atua nas instâncias locais e regionais de salvaguarda deste bem. É presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), com sede em Santa Isabel do Rio Negro , e proponente do registro do SAT do Rio Negro.
Adão Francisco é Diretor da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), uma das instituições indígenas detentoras do SAT do Rio Negro. Apresenta uma trajetória de trabalho no controle social da política pública de saúde do DSEI- Alto Rio Negro, relacionada ao diálogo com o movimento indígena e os agentes indígenas de saúde. 

 

17h Um pouquinho sobre as Comidas de Baiana
Amplamente disseminadas na cidade de Salvador, as chamadas comidas de baiana são feitas com azeite de dendê e ligadas ao cultos dos orixás. Esses alimentos, seus preparos, sua organização no tabuleiro e a indumentária própria da baiana são elementos que compõem o Ofício das Baianas e Baianos do Acarajé, reconhecido como patrimônio imaterial em 2005. Nesse encontro, Rita Maria Ventura dos Santos e Rosa Coutinho Perdigão, representantes da ABAM (Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares) contarão um pouco sobre esses elementos enquanto preparam acarajé, que serão oferecidos aos participantes no final da atividade. 

 

 

Serviço
Encontro – Patrimônio Agroalimentar: Promovendo Saberes e Práticas
Data: 18 de outubro de 2019
Local: Auditório do Centro Universitário FMU – Avenida da Liberdade, 899 – Liberdade, São Paulo (SP).
Entrada: gratuita
Inscrições: https://www.sympla.com.br/patrimonio-agroalimentar-promovendo-saberes-e-praticas__662998

 

Feira de produtos, oficinas culinárias e degustações
Data: 19 de outubro de 2019
Local: Praça de Eventos do SESC Vila Mariana – Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo (SP).
Entrada: gratuita
Inscrições: não é necessário se inscrever

 

 

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